Estudantes indígenas da UFSC promovem evento para dar visibilidade às suas lutas

24/11/2022 08:42

De 28 de novembro a 02 de dezembro será realizada a exposição fotográfica A Luta dos Estudantes Indígenas da Ocupação Maloca UFSC em 2022, no hall da Reitoria.

O evento visa dar visibilidade para as lutas da Ocupação Maloca UFSC, articuladora de lutas dos estudantes indígenas da universidade pela demarcação das terras indígenas no país e pela permanência estudantil. Integram a programação uma exposição de fotografias, lançamento de um videodocumentário, palestras, debates, shows e cantos tradicionais.

A iniciativa foi contemplada em edital da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, que cede o espaço a iniciativas institucionalmente relevantes e tem apoio do Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (APUFSC), do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC (CCE/UFSC) e do Departamento de Jornalismo.

As fotografias e vídeos foram captados ao longo das diversas mobilizações que envolveram os estudantes indígenas desde o retorno da Universidade às atividades presenciais, entre elas: a campanha pela melhoria de condições da Maloca – ocupação que abriga atualmente 44 estudantes indígenas e 5 crianças de 9 povos.  A viagem à Brasília, foi um momento histórico de atos nacionais contra a tese do Marco Temporal, que contou com o apoio da Universidade que cedeu um ônibus para a realização da viagem de uma semana, e o Acampamento Terra Livre – região Sul, na Aldeia Toldo Chimbangue, em Chapecó (SC), que reuniu mais de 600 indígenas do Sul do país em mesas de debates e apresentações culturais.

Atualmente a universidade conta com 243 estudantes indígenas regularmente matriculados em diferentes cursos incluindo a Licenciatura Intercultural Indigena do Sul da Mata Atlântica. A Comunidade Acadêmica Indigena hoje é composta por vários povos de todas as  regiões do país, sendo: Xokleng, Kaingang, Guarani, Krenak, Xakriabá, Yawalapiti, Pankará, Atikum-umã,  Pankararu, Parintintin, Baniwa, Baré, Tikuna e Sateré-Mawé.

A produção do evento acontece por meio do projeto de extensão Estudantes Indígenas na Cobertura dos Atos contra o Marco Temporal, proposto pelo curso de graduação em Jornalismo, e ocorre em articulação direta com outros três projetos de extensão do curso: o telejornal TJ UFSC, o site Cotidiano e a iniciativa Jornalismo e Ação Comunitária. Os projetos promoveram oficinas de produção jornalística e a divulgação dos conteúdos produzidos pelos estudantes ao longo das ações de mobilização indígena.

Participam da organização do evento três docentes do curso de Jornalismo, as Professoras Isabel Colucci, Melina Ayres e Stefanie Silveira, além de 25 estudantes, indígenas e não indígenas, de graduação e pós graduação dos cursos: Arquitetura e Urbanismo; Educação do Campo; Fonoaudiologia; Relações Internacionais; Psicologia, Ciências Sociais; Engenharia Civil, Nutrição, Graduação e Pós-graduação em Jornalismo.

 

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